A estética de uma arte sofre sempre com os seus praticantes e talvez exista um motivo especial para que a teoria não se intrometa na arte do filme. Essa arte ainda não se formou e teorizar a respeito de algo que ainda não existe plenamente pode parecer o máximo da indiscrição pedante. (…)
Se o cinema e uma arte – porem o que mais pode ser? Um processo técnico? Mas assim também e a gravura; e, assim também, qualquer arte que utilize um instrumento. A fim de determinar se um dado processo é arte ou não, precisamos apenas fazer uma única pergunta: ele implica em seleção?
Pois isso implica em (a) num critério de selecionar; (b) sensibilidade de distinguir, de acordo com esse critério. O exercício da sensibilidade em função de um método consiste numa definição elementar de arte. Penso que pode ser demonstrado que a seleção e o verdadeiro principio básico do cinema. (…).
No filme, a IMOBILIDADE (mesmo quando há o movimento!) dos objetos e imodulável, plástica, para chegar a um objeto móvel, relativo e transitório. A escultura e a arte do espaço, assim como a musica e a do tempo. O cinema e a arte do espaço-tempo: e uma continuun espácio-temporal.
A ideia do cinema – José lino Grunnewaldo, 1969, pg.35-37







