2009/06/13

a idéia do cinema por José lino Grunnewaldo

A estética de uma arte sofre sempre com os seus praticantes e talvez exista um motivo especial para que a teoria não se intrometa na arte do filme. Essa arte ainda não se formou e teorizar a respeito de algo que ainda não existe plenamente pode parecer o máximo da indiscrição pedante. (…)

Se o cinema e uma arte – porem o que mais pode ser? Um processo técnico? Mas assim também e a gravura; e, assim também, qualquer arte que utilize um instrumento. A fim de determinar se um dado processo é arte ou não, precisamos apenas fazer uma única pergunta: ele implica em seleção?

Pois isso implica em (a) num critério de selecionar; (b) sensibilidade de distinguir, de acordo com esse critério. O exercício da sensibilidade em função de um método consiste numa definição elementar de arte. Penso que pode ser demonstrado que a seleção e o verdadeiro principio básico do cinema. (…).

No filme,  a IMOBILIDADE (mesmo quando há o movimento!) dos objetos e imodulável, plástica, para chegar a um objeto móvel, relativo e transitório. A escultura e a arte do espaço, assim como a musica e a do tempo. O cinema e a arte do espaço-tempo: e uma continuun espácio-temporal.

A ideia do cinema  – José lino Grunnewaldo, 1969,  pg.35-37

2009/05/27

rostoepaisagem

          “Asistir a um velho filme de cinema mudo. Na sala, nenhum ruído, salvo às vezes a música que o acompanha.  O Silêncio é completo. Vemos aquelas figuras fantasmagóricas se agitarem na tela com a certeza de que já pertencem ao passado. Os gestos bruscos e espontâneos ressaltam a naturalidade e a inocência com que  se deixam retratar, olhando sérios para a câmera. Aqui tudo é verdadeiro e transparente.
         O cinema então era capaz de uma apreensão imediata da realidade. Antes que esta lhe estivesse escapado, antes de o cinema ter se contentado com o ‘efeito de realidade’. Era capaz de mostrar rostos e paisagens. (…) A imagem remetia a uma natureza física inocente, a uma vida imediata que não tinha necessidade de linguagem.
(…) O que mais escapa às imagens contemporâneas? O que elas são mais capazes de retratar? O que parece ter desaparecido por completo da fotografia, do cinema? O rosto e a paisagem.”

Nelson Brissac, Paisagens Urbanas (Senac: São Paulo, 2004), pp. 19

2009/05/17

barraum

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2009/05/17

dezesseisdemaio

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é,

hoje um dia definitivo,

o que é ou não é, o fragmento do que foi pro que esta vindo,

sim  é afora, meianoiteequarenta, assim pirlimpimpim, pode ser monteiro lobato, mas enfim.

o que acontece é a edição, que é tanto do audio como das imagens.

o inteiro sendo dividido por 7!

é…

2009/05/10

héliooiticicabarravideo

cc5

(BLOCO-EXPERIÊNCIAS in COSMOCOCA – programa in progress)

“NEVILLE D’ALMEIDA não é ‘obra-procura’ nem montagem q propõe um ’sentido’: pra mim veio a calhar -> porque geometrizar em cortes-blocos o todo cinemático? -> posso também fragmentar algo semelhante à sequência filmada em slides q se fazem MOMENTOS-FRAME e isso sem justificativa de q tenha q ser “audio-visual” (termo q detesto: afinal não é tudo audio-visual? e mais? então porque a definição isolando tão especificamente esses dois sentidos? não seria o termo algo q queira indicar uma intenção de manter a supremacia da IMAGEM em vez de deslocá-la?): a questão é q a IMAGEM não tem mais a mesma função e isso é mais acentuado no q se refere ao cinema: segundo MCLUHAN a TV q possue menor definição visual abre brechas pra q o espectador se invista em participador e preencha o q lacuneia: o cinema não: é super definido na fotografia-sequência e se apresenta completo: uno: o super-visual q desafia a fragmentação da realidade e do mundo das coisas: mas o poder da IMAGEM como matriz-comportamento q mantinha o espectador numa posição imutável não era só visual: era conceitual: irmã gêmea da ideologia aplicada e resultante em demagogia discursiva: era STALIN E MACCARTHY: era o media preso a um tipo de argumentação verbo-voco-visual q se caracterizava por constâncias idealizantes: o star-system: a não-improvisação: tudo o q era experimental e q portanto fragmentava a constância dos conceitos e das ordens verbo-voco-visuais era considerado abominável e decadente:  vide HITLER quanto à ARTE MODERNA: e ZDANOV-STALIN: já MAO não se reduzia a isso: ele é igual ao indivíduo CHINÊS q se identifica desse modo com ele: e não teria sido outra a glória e a queda de MARYLIN MONROE: a suposta unicidade da IMAGEM fragmentava-se ao resistir ao estereótipo q deveria definí-la e limitá-la: todas as tentativas de amarrá-la a uma unicidade constante pareciam frustar-se no final: havia algo que dissolvia essa unicidade:

(…)

:como imaginar q o cinema pudesse vir a ser algo q não sequência e constância do fluir temporal: constância verbo-voco-visual: ???: yeah: eis a questão

12 mar. 74

3-                                                                                                                   BLOCO

EXPERIÊNCIAS: slides – trilha sonora – INSTRUÇÕES: abreviação CC q identifica a série e q deverá ser usada para a espinha dos experimentos de COSMOCOCA-programa in progress:

a) SLIDES: não-audiovisual porque a programação quando levada à performance amplia o alcance da sucessão desses SLIDES projetados… q se enriquecem ao se relativizarem numa espécie de ambientação corny: JACK SMITH com seus slides fez algo q muito tem a ver com o q almejo com isso: do seu cinema extraiu – em vez de visão naturalista imitativa da aparência – um sentido de não-fluir não-narrativo: os slides duravam no ambiente sendo q o projetor era por ele deslocado de modo a enquadrar a projeção em paredes-teto-chão: o sound track era justaposto acidentalmente (discos) –”

HÉLIO OITICICA

BLOCO – EXPERIÊNCIAS

in COSMOCOCA – programa

in progress

CC5 “HENDRIX WAR”

com Neville D’Almeida, New York 1973

2009/05/09

barraum

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2009/05/07

setedemaio

Com mais imagens produzidas nesse feriado, agora é editar.

Tanto as imagens como o audio. Aliás, queremos colocar um trecho da palestra de Eugenio Bucci, falando sobre o tempo no álbum de familia, que aconteceu na Semana de Fotografia no ano passado. Talvez gere algumas discussões interessantes. Pensamos em colocar algum trecho no curta, além de nossas conversas que estamos gravando.

O audio pouco apareceu até agora, mas foi apenas pela tarefa de edição que está sendo um pouco demorada. Ele é um questionamento no curta, o audio em alguns trechos como a voz off, por exemplo, vem para ser o “personagem” principal. Em uma conversa com Ana Lucia (professora do Senac), falamos de como o audio se comporta quando não está atuando a “favor” da imagem, quando não está intensificando o que a imagem está dizendo. Ele faz o receptor parar, parar para pensar o porque dele se apresentar desta forma, e o torna o condutor do audio visual.

Pois bem, que fique o silêncio por enquanto, que é uma de suas mais fortes representações. E que fique uma questão, a que o som vem para questionar a imagem, quebrar seu deslumbramento estético, o seu mergulho sensorial, com força de fazer parar (quebrar o “transe”) e pensar.

É uma questão…

2009/05/07

barraum

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2009/04/30

trintadeabril

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Hoje é dia de fotografar, alias é dia de discussão também.

Vamos todos pra Botujuru, todos os /7. E isso é bom , a proposta do coletivo em fotografar em tempo e espaço igual possibilita  muitas questões interessantes. E continuar com o andamento do curta, ele esta e é um processo, não temos roteiro definido, a narrativa dele é a “não narrativa”, as coisas vão acontecendo conforme nossas conversas e discussões vão surgindo.

E hoje a coisa deve render…

2009/04/30

barraum

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