2009/05/10...03:45

héliooiticicabarravideo

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cc5

(BLOCO-EXPERIÊNCIAS in COSMOCOCA – programa in progress)

“NEVILLE D’ALMEIDA não é ‘obra-procura’ nem montagem q propõe um ’sentido’: pra mim veio a calhar -> porque geometrizar em cortes-blocos o todo cinemático? -> posso também fragmentar algo semelhante à sequência filmada em slides q se fazem MOMENTOS-FRAME e isso sem justificativa de q tenha q ser “audio-visual” (termo q detesto: afinal não é tudo audio-visual? e mais? então porque a definição isolando tão especificamente esses dois sentidos? não seria o termo algo q queira indicar uma intenção de manter a supremacia da IMAGEM em vez de deslocá-la?): a questão é q a IMAGEM não tem mais a mesma função e isso é mais acentuado no q se refere ao cinema: segundo MCLUHAN a TV q possue menor definição visual abre brechas pra q o espectador se invista em participador e preencha o q lacuneia: o cinema não: é super definido na fotografia-sequência e se apresenta completo: uno: o super-visual q desafia a fragmentação da realidade e do mundo das coisas: mas o poder da IMAGEM como matriz-comportamento q mantinha o espectador numa posição imutável não era só visual: era conceitual: irmã gêmea da ideologia aplicada e resultante em demagogia discursiva: era STALIN E MACCARTHY: era o media preso a um tipo de argumentação verbo-voco-visual q se caracterizava por constâncias idealizantes: o star-system: a não-improvisação: tudo o q era experimental e q portanto fragmentava a constância dos conceitos e das ordens verbo-voco-visuais era considerado abominável e decadente:  vide HITLER quanto à ARTE MODERNA: e ZDANOV-STALIN: já MAO não se reduzia a isso: ele é igual ao indivíduo CHINÊS q se identifica desse modo com ele: e não teria sido outra a glória e a queda de MARYLIN MONROE: a suposta unicidade da IMAGEM fragmentava-se ao resistir ao estereótipo q deveria definí-la e limitá-la: todas as tentativas de amarrá-la a uma unicidade constante pareciam frustar-se no final: havia algo que dissolvia essa unicidade:

(…)

:como imaginar q o cinema pudesse vir a ser algo q não sequência e constância do fluir temporal: constância verbo-voco-visual: ???: yeah: eis a questão

12 mar. 74

3-                                                                                                                   BLOCO

EXPERIÊNCIAS: slides – trilha sonora – INSTRUÇÕES: abreviação CC q identifica a série e q deverá ser usada para a espinha dos experimentos de COSMOCOCA-programa in progress:

a) SLIDES: não-audiovisual porque a programação quando levada à performance amplia o alcance da sucessão desses SLIDES projetados… q se enriquecem ao se relativizarem numa espécie de ambientação corny: JACK SMITH com seus slides fez algo q muito tem a ver com o q almejo com isso: do seu cinema extraiu – em vez de visão naturalista imitativa da aparência – um sentido de não-fluir não-narrativo: os slides duravam no ambiente sendo q o projetor era por ele deslocado de modo a enquadrar a projeção em paredes-teto-chão: o sound track era justaposto acidentalmente (discos) –”

HÉLIO OITICICA

BLOCO – EXPERIÊNCIAS

in COSMOCOCA – programa

in progress

CC5 “HENDRIX WAR”

com Neville D’Almeida, New York 1973

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